quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Supremo dá razão a familiar de vítima do Bolama

Na edição de 3 de Janeiro de 2017, o jornal Público notícia que o Supremo Tribunal de Justiça decidiu que o filho do arquiteto António Alegria, uma das 30 vítimas do naufrágio do Bolama, ainda pode vir a ser indemnizado.

Três juízes do Supremo "mostraram-se estupefactos perante o facto de juízes do Tribunal Cível de Primeira Instância, terem demorado 15 anos para dizer aos familiares das vítimas mortais que reclamavam ser indemnizados que se haviam, afinal, enganado no tribunal para o qual tinham apelado".

Jornal Público de 3 de Janeiro de 2017
 
O queixoso pede 375 mil euros por danos morais e patrimoniais. O processo baixará agora ao Tribunal Marítimo para ser julgado.
 
O filho de António Alegria tinha quatro anos quando perdeu o pai em Dezembro de 1991. O arquiteto só embarcou na fatídica viagem porque na noite anterior tinha encontrado na FIL, o administrador José Manuel Esteves, genro de Salvador Caetano, que o convidou para assistir à experiência de redes e um almoço a bordo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Bolama: Foi há 25 anos

Na passagem dos 25 anos sobre o afundamento do navio Bolama, ao largo de Lisboa, apenas o site de notícias da Rádio Renascença fez uma referência à efeméride com um artigo.
 
 

Infelizmente, a comunicação social portuguesa também parece ter esquecido a tragédia que provocou trinta mortos e que continua sem explicação.
 

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Morte no Bolama Sem Indemnização - CM

A edição de  hoje (02/05/16) do jornal Correio da Manhã notícia que o filho de uma das vítimas do naufrágio do navio Bolama, Francisco Alegria, viu-lhe negado o pedido de indeminização pelo Tribunal da Relação de Lisboa.
 
O acórdão de 7 de Abril de 2016 reconhece que o descendente tinha direito a ser indemnizado mas o prazo para o pedido já se encontra prescrito.
 
O filho do arquiteto António Alegria pedia a condenação dos proprietários do arrastão luso-guineense e o pagamento de 375 mil euros por dano de morte, danos patrimoniais e perda de rendimentos pela morte do pai.

Artigo do Correio da Manhã

 
Na noite anterior ao afundamento do Bolama, o arquiteto António Alegria encontrou o armador e administrador da Crustacil, José Manuel Esteves, na FIL, a Feira Internacional de Lisboa. Os dois mantinham uma relação de amizade e o genro de Salvador Caetano convidou-o para uma visita ao Bolama e para assistir na manhã seguinte à experiência de redes que o navio iria realizar.
 
Nessa noite de 3 de Dezembro de 1991, os dois amigos acompanhados pelas respetivas esposas, foram visitar o Bolama que estava atracado na Doca de Pedrouços em Algés. Uma visita que decorreu com toda a normalidade segundo o depoimento de Ana Maria Caetano, a mulher de José Manuel Esteves e filha do empresário do ramo automóvel.
 
O arquiteto António Alegria tinha sido várias vezes campeão de natação, facto que não impediu o seu corpo nunca ter sido encontrado.


 
Caso tenha alguma informação relevante sobre o naufrágio do navio Bolama, pedimos que nos contacte através do email: investigacaobolama@gmail.com

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

BE pede ao governo emersão do navio Bolama


 
Há 24 anos naufragou o navio de pesca Bolama. Foi no dia 4 de dezembro de 1991. O seu naufrágio provocou a morte de 30 pessoas e as suas causas ainda estão por esclarecer. Agora que inicia funções o XXI Governo Constitucional, é o momento para uma nova postura do Estado Português em relação a este acontecimento.
A 2 de fevereiro de 1992, a Marinha portuguesa localizou o navio a 130 metros de profundidade entre o cabo Raso e o cabo Espichel. Entre os falecidos contam-se onze pescadores portugueses e nove guineenses, quatro metalúrgicos, um mecânico, um técnico de eletrónica e dois administradores e dois amigos seus. Apesar de nunca terem sido conhecidas as causas para este naufrágio, um dos mais mortíferos da história do nosso país, nunca houve qualquer esforço do Estado português para trazer à superfície o navio afundado.
Oficialmente, o Bolama transportava uma carga 15 toneladas de eletrodomésticos. Mas o porão do arrastão não teria capacidade para equipamento desse volume, a não ser que se tratasse de uma carga com muito grande densidade. Daí as teorias sobre uma suposta carga ilegal como armas ou urânio.
O processo foi arquivado pelo Tribunal de Instrução Criminal com uma única explicação: acidente de causas naturais. No entanto, muito há ainda por esclarecer:
a. Que causa natural poderá ter levado ao naufrágio do navio, quando naquele dia fatídico as condições meteorológicas eram boas, em particular o estado do mar?
b. Que carga era transportada pelo navio?
c. Qual a explicação para o buraco, em picotado oval, abaixo da linha de água do casco do navio, detetado através das filmagens efetuadas na zona de afundamento do navio?


 
 
Acresce que o Estado português tem responsabilidades no sucedido pois a Direção Geral das Pescas, sob Despacho do Sr. Ministro do Mar, deu autorização para que o navio fizesse a experiência de pesca, sem que se verificasse se este cumpria os requisitos legais no que diz respeito às condições de navegabilidade e ao desembaraço. A agudizar estas responsabilidades, verificou-se que a Capitania do Porto de Lisboa, sabendo que a empresa não tinha entregue os documentos do navio, procedeu à sua interceção, mas acabou por permitir a sua saída sem ter procedido à vistoria. O Estado deve ser, por isso mesmo, parte interessada no apuramento da verdade e de responsabilidades. Agora que passam quase 25 anos desse trágico acontecimento, as famílias das vítimas merecem o acesso à verdade.
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério do Mar a seguinte pergunta:
Está o governo disponível para proceder ao desafundamento do navio para que seja possível a averiguação de dados que justifiquem ou não a reabertura do processo?

15 de Dezembro de 2015

segunda-feira, 23 de março de 2015

Caso Bolama volta às páginas dos jornais

Na edição de 23 de Março de 2015, o Jornal i faz do caso Bolama a sua primeira página com a manchete:
 
"A história do naufrágio cujo mistério
continua a provocar pesadelos".


Capa do Jornal i de 23/03/15







Infelizmente no artigo de cinco páginas assinado pela jornalista Bárbara Marinho, não é revelado absolutamente mais nada do que já anteriormente tinha sido tornado público. Com várias entrevistas a familiares de tripulantes portugueses (estavam também nove guineenses e um dinamarquês a bordo), relata-se a angústia e o sofrimento destas famílias que continuam há espera de uma resposta sobre o que aconteceu ao arrastão luso-guineense no fatídico dia 4 de Dezembro de 1991.


Artigo Jornal i

Na peça jornalística não se encontra qualquer entrevista com os proprietários do navio ou com responsáveis políticos e militares da época. Apenas foi ouvido o Presidente do Sindicato Livre dos Pescadores, Joaquim Piló, que repete o que tem dito nos últimos 23 anos, rematando "se ganhasse o Euromilhões retirava o navio do fundo do mar".



domingo, 16 de novembro de 2014

Publicação de Helena M.Luis, filha do Mestre do Navio Bolama (Mestre Faustino Luís)

Eu sou filha Do Mestre Faustino( Helena Luis), curiosamente hoje deparei-me com mais uma publicação do "Caso Bolama", considero que toda a investigação feita até ao dia de hoje saiu sempre em vão....este segundo livro acaba por ser a subida de mais um degrau para uma carreira jornalística , um caso muito longe de ser resolvido.
Não posso deixar de exprimir  a minha tristeza e revolta de tudo o que passei até ao dia hoje, sentimento este que irá de braço dado comigo ate aos finais da minha existência.
O sofrimento dos meus queridos (Mãe e Irmão) que ja faleceram e com eles foi a magoa e assombração do dia 4 Dezembro., se calhar a minha existência na terra dos vivos serve para ser porta voz de defesa do meu pai, "Homem honrado, honesto e fiel aos seus princípios".
Fico triste no país aonde vivo que tudo acontece e nada se sabe, tentei muitas vezes sozinha por fortes contactos que tenho,  saber a causa deste acidente...., é horrível continuarmos com esta sombra e sermos olhados como culpados...."NÃO ACREDITO QUE O MESTRE NÃO SABIA O QUE O NAVIO LEVAVA DE CARGA", apenas um pequeno exemplo de expressões acusadoras., nunca consegui obter resposta do que realmente aconteceu.
O que eu sei que é real,  é que não existe interesse na sua verdade, o que eu sei e é real ....o trauma que deixou .....o que eu sei é real que nunca vamos saber o que se passou....o que eu sei e é real se o meu Pai suspeitasse que algo de errado  naquela viagem, o navio não tinha saído.
Agradeço ao Sr. Jornalista Jorge Almeida o seu empenho e dedicação  a este assunto, mas não se esqueça ja  passou mais de 20 anos e as famílias ainda sofrem por esta abalo.
Posso garantir que á acerca de 3 anos, fui contactada na minha página do facebook por uma pessoa anónima, que relatou na integra  todo processo do acidente Bolama, ainda tentei investigar em conjunto do meu advogado quem seria aquela "Alma", e até que ponto poderia ser verdade factos que ate batia certo com o que era narrado, como deve imaginar nada conseguimos porque até era difícil de apresentar queixa junto das autoridades de uma pessoa não identificada .
Agora apenas deixo-lhe uma dica .....comece por quem direito tinha que investigar...pode ser por ai se consiga o inicio de algo.!
Agradeço mais uma vez sua persistência no caso, mas com um pedido não magoe mais de quem já sofre e vive revoltado com esta nuvem negra  de mais 20 anos!

Obrigado
Helena M.da Fonseca Luis

sábado, 25 de outubro de 2014

Imagem enigmática sobre o navio Bolama

Pelo visionamento das imagens gravadas pela Marinha de Guerra Portuguesa, após a localização do navio Bolama a 2 de Fevereiro de 1992, podem-se obter várias imagens enigmáticas...
Não se pretende abordar novamente o "buraco" no casco já decifrado no livro do jornalista Jorge Almeida.
Apresentamos uma dessas imagens misteriosas... A 121 metros de profundidades, o balde ou a lata ficaram direitinhos junto à palete de madeira!? Tal como o navio que ficou direito, assente de quilha, no fundo do mar!?


Imagem recolhida pelo ROV da Marinha Portuguesa


 
O navio Bolama está afundado a 8,1 milhas do cabo Raso e a 14,5 milhas do cabo Espichel. A embarcação está assente de quilha a 130 metros de profundidade.