quarta-feira, 19 de junho de 2013

Depoimento do filho da vitima dinamarquesa



Steffen Johnstadd-Moller

No dia 4 de Dezembro de 1991, Steffen Johnstadd-Moller tinha 10 anos e o seu irmão Morten 13 anos, quando perderam o pai no naufrágio do navio Bolama em Portugal. Steffen vive hoje em Xangai e ao ter conhecimento deste Blog decidiu escrever-nos um depoimento exclusivo:

"Não é apenas a perda do nosso pai que magoa mas o facto de alguém, algures, saber o que aconteceu naquele dia e por alguma razão não dá o passo em frente. Possivelmente, mesmo após 22 anos, as pessoas que têm a informação de que necessitamos, têm medo de algo ou de alguém.
Vivemos num mundo onde a informação está disponível se a procurarmos nos sítios certos ou se perguntarmos às pessoas certas e se quisermos ir mais além que o meu avô que encontrou uma fria parede de silêncio, acredito que temos de pedir ajuda às pessoas. Alguém deve ter uma fotografia, alguma informação ou a pista exacta que necessitamos para resolver este mistério.
Devo dizer que estou muito desapontado com os governos dinamarquês e português por tão pouco terem feito durante tanto tempo. A maioria dos políticos em ambos os governos já não são os mesmos, portanto precisamos de começar tudo de novo e colocar as mesmas questões de há 22 anos atrás.
Tanto a nossa, como as outras famílias têm o direito de saber o que se passou para que tenhamos alguma paz interior. Este caso ainda está muito vivo e penso estar a falar por todos quando digo que não iremos descansar até termos a certeza do que aconteceu."

19 de Junho de 2013, Steffen Johnstadd Moller




O dinamarquês Niels Johnstad Moller falecido em 1991 no
naufrágio do Bolama. Deixou dois filhos pequenos, Morten e Steffen.
 
English testimony of Stephen Johnstadd Moller:


"It is not so much the loss of our father that hurts, but the fact that someone out there knows what happened that day and are for some reason not stepping forward. Possibly, even after more than 20 years, the people who have the information we need are afraid of something or someone.
We are living in a world where information is available if we just look the right places or ask the right people and if we are to succeed where my Grandfather hit a cold wall of silence, I believe we need to ask the public for help. Someone out there must have a picture, a bit of information or exactly the clue we need in order to solve this mystery.
I must say that I am very disappointed in both the Danish and the Portuguese governments for not doing enough for so long. Most of the politicians in both governments have changed now, so I think we need to start all over again and ask the same questions we asked 20 years ago.
The other families as well as our own family need to know what happened so we can get rest in our minds. This case is still very much alive and I think I speak for everybody when I’m saying that we won’t rest until we get certainty."


19 June 2013, Steffen Johnstadd Moller