sexta-feira, 21 de junho de 2013

O Misterioso Caso do Arctic Sea

A 23 de Julho de 2009, o navio Arctic Sea largou do porto filandês de Pietarsaari com destino a Bejaia na Argélia. A tripulação era composta por 15 russos e a carga era alegadamente 4000 toneladas de madeira cortada nos bosques filandeses. O navio nunca chegou ao seu destino e esteve desaparecido durante vinte dias.
O mistério começou ainda no Mar Báltico quando um grupo de homens armados (4 estónios, 2 letões e 2 russos) entrou no navio e sequestrou a tripulação. Rapidamente desligaram o sistema de identificação automática (AIS) de modo a que o navio com 98 metros de comprimento não pudesse ser localizado. A partir daqui foi o silêncio total...


O navio Arctic Sea.

A um pedido de informação de Moscovo, o governo português respondia que o navio não se encontrava nas suas águas territoriais apesar do jornal russo Rossiyskaya garantir que o navio tinha sido avistado pela última vez por um piloto da Força Aérea Portuguesa, a 2 de Agosto, quando realizava um patrulhamento no Oceano Atlântico na latitude da cidade do Porto. O mistério continuava...
Uma semana depois do navio não ter chegado ao destino, a 12 de Agosto, o presidente russo Dmitri Medvedev deu ordens à Marinha para que fizesse tudo o que estava ao seu alcance para encontrar o navio. Dois submarinos nucleares e a fragata Ladny começaram então a vasculhar as águas do Atlântico.



Fragata russa Ladny.
 
O Arctic Sea seria finalmente localizado a 16 de Agosto a 300 milhas ao largo do arquipélago de Cabo Verde. A tripulação estava de boa saúde e depois de interrogada foi transportada por via aérea para Arkhangelsk, a cidade russa de onde os tripulantes eram naturais. Os oito elementos do grupo armado ficaram sob custódua das autoridades russas.
O governo de Moscovo não deu mais explicações sobre o caso e depressa começaram a surgir rumores sobre a verdadeira carga que o navio transportava. O jornal inglês Daily Telegraph avançou que o navio podia estar a transportar armas, droga ou até material nuclear. O jornalista David Osler do Lloyd´s List, um dos mais prestigiados jornais do mundo sobre transportes marítimos, classificou o episódio à BBC como "um incidente misterioso e fora do normal."